Dor

Quando a gente perde um amigo, perde um pouco da gente. Quem é que vai te lembrar no meio de uma conversa qualquer que você riu na cena mais mórbida daquele filme? Quem é que vai lembrar daquelas conversas de madrugada? Ou que você tinha uma queda por aquele cara estranho quando você tiver 80 anos?

Eu já perdi duas grandes amigas pra distância/tempo. Mudei de bairro, de escola e acabou que a gente perdeu o contato. Nunca tinha enterrado (vivo) um amigo. Você chora e não é de saudade, ou porque não vai poder ver mais. Chora porque não vai poder pedir um abraço quando o mundo pesar sobre sua cabeça, algumas piadas interna vão morrer, aquela olhada rápida que um faz pro outro quando pensam a mesma coisa nunca mais. E a pessoa vai tá lá.

 



Escrito por Kamilla - a louca às 13h25
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Divã

No caminho para a casa de uma amiga eu passo pelo zoológico. Ali eu passei por dois traumas logo de uma vez, aos 6 anos de idade, como eu ainda não consigo achar graça de um deles (e acho que não vou achar nunca), vou falar do outro que foi quase superado.

Eu só tinha visto girafa em desenho e achava que era a coisa mais linda desse mundo. Ai, aquele pescoço comprido, aquela pose toda. Na minha cabeça a girafa era uma espécie de Greta Garbo do reino animal.

Quis por que quis ver a girafa, e quando fico de frente ao animal nem consegui reconhecer. Girafa não é branca e laranja, é laranja-lama e lama. O bicho não é tão grande, o pescoço não é tão ereto. Uma farsa.

Toda vez que me deparo com o zoológico me dá raiva da humanidade, mais ainda dos desenhistas. Mas estes nunca devem ter visto uma girafa na vida. Ah, porcos quando são novinhos são bonitinhos... já as girafas.

 



Escrito por Kamilla - a louca às 12h25
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