Falta de ânimo, a página que não abria... quem sabe isso tudo não muda

Mudei pro Blogspot na esperança de melhorar pelo menos a casinha

www.normalzinhas.blogspot.com



Escrito por Kamilla às 03h22
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Nem Freud explica

Durante o sonho cometer um ato falho. Assim não dá...



Escrito por Kamilla às 15h20
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Pra quando o dia está gostoso, pra quando o amor é tragicômico. Para olhar sério e começar a rir, pra lembrar...

E também pra discutir sobre a "voizinha" da Fernanda Takai

O Amor Em Pedaços
Rita Lee E Fernanda Takai
Vivemos sobre o mesmo teto.
Um amor pode durar um século.
Tudo foi um grande engano.
Nosso amor só durou um ano.
Vamos nos ver outra vez?
E o amor se acabou em um mês.

O tempo voa.
Quando se ama e nem notei a semana passar.
A vida começou.
No dia em que a gente se encontrou.
E o tempo parou.

Falei o que não devia
Nosso amor durou só um dia
Ele rio, mas agora chora
Seu amor se acabou nessa hora.

O  tempo voa
Quando se ama e nem notei a semana passar
A vida começou
No dia em que a gente se encontrou
E o tempo parou
O tempo parou

Pra onde vai tudo que se sente?
Eu só voltei pro amor durar pra sempre

Você fala, e eu não mais te escuto
Nosso amor não passou de minuto
Ele deu um suspiro profundo.
E o amor parou por um segundo.
O  tempo voa
Quando se ama e nem notei a semana passar
A vida começou
No dia em que a gente se encontrou
E o tempo parou
O tempo parou

O  tempo voa
Quando se ama e nem notei a semana passar
A vida começou
No dia em que a gente se encontrou
E o tempo parou
O tempo parou

I love you



Escrito por Kamilla às 02h50
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Travessia

É difícil, e necessário crescer. Mas a gente se perde um pouco no meio da travessia, não consegue ir adiante. Duvidando de si mesmo, e dos outros, perde tempo, sono, e um pouco de tudo de bom.

Depois você descobre que você foi mais tola em não acreditar no que cultivo que nos erros. Paciência, a gente vai crescendo e,  se possível, melhorando.

 

 



Escrito por Kamilla às 18h21
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Escola

Um dia você vai com sua mãe comprar o tênis marrom que o colégio exige. Dias depois, de uniforme marrom e tênis marrom, você vai até o colégio pela primeira vez. As lágrimas saltam do rosto, atrás daquele portão um mundo novo com pessoas que você nunca viu.

Passam anos, mais de uma década. E a cada colégio novo é um frio na barriga, um medo de que seus colegas sejam todos chatos. Para sua sorte, com mais ou menos afinidades, você encontra sua turma. É com a sua turma que você faz trabalhos em grupo, divide as impressões das novidades que o novo tempo trás.

Alguns dessas turmas vão virar seus amigos, outros vão se colegas apenas. Alguns desses amigos você vai continuar chamando de amigo mesmo depois que ninguém for estudar na república no interior e nem virar jogador profissional. Alguns desses amigos vão virar mais um rosto, alguém que você não sabe bem o que está fazendo, se ainda  mora naquela casa no fim da rua.

Tem amigo de escola que ao te encontrar vai continuar falando como nos dias logo depois das férias. Aquele que vai exigir o convite para a sua formatura em troca da dele, que vai acordar um dia sentido saudade da sua avó e te ligar.

E vai ter aqueles que você vai ter como colega e só depois vai descobrir que é amigo. E aqueles a quem você vai chamar de amigo, vai torcer e não vai ser mais que um colega. E como você só sabe reclamar da vida, vai achar que comprar o tênis foi um péssimo negócio.

 



Escrito por Kamilla às 17h06
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Pessoas que não vale  a pena

Por que anda tão difícil as pessoas serem leais? Quando a gente assume um compromisso de livre e espontânea vontade (não, não é casamento) as chances de ser leal deveriam ser muito maiores. Infelizmente, o egoísmo é mais forte.

Por que as pessoas são tão egoístas? Talvez seja culpa da cidade que cresceu as pressas e que é excludente. Todo mundo acha que tem mais direito que os outros moradores a tudo. O resultado é uma cidade má com TODOS.

 



Escrito por Kamilla às 16h28
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Moral

Houve um tempo que sexta-feira à noite se ligava o som na casa da minha vó. Era um tempo onde as pessoas ouviam música na vitrola, minha família organizava festas cheia de gente jovem e solteira. Como neta mais velha eu tive o privilégio de ver tudo isso de perto e ainda ter idade para lembrar.

 

Claro que meus ouvidos infantis faziam algumas adaptações aos clássicos da MPB. Mas a modificação mais drástica foi na música “Folhetim”. Eu era louca pela Gal Costa e saia cantando: “Se acaso me quiseres SAIBA QUE NÃO sou dessas mulheres que só dizem sim”. Quem conhece a letra sabe que eu mudei completamente a história da música transformando tudo em puritanismo, mas o pior é que eu só fui perceber isso no começo do ano passado. Nada como ser criada pela avó.

 

 



Escrito por Kamilla às 11h53
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MSN ou

Como larguei os números

Sarah! diz:

td depende

Ká - tudo! diz:

sim, sim

Ká - tudo! diz:

mas eu tenho uma coisa estranha com números

Ká - tudo! diz:

por exemplo eu acho q o 6 gosta do 3 mas é desprezado sempre q aparece o 9

Sarah! diz:

kkkkkkkkkkkkkkkk

Sarah! diz:

essa foi boa

Ká - tudo! diz:

mas é verdade

Ká - tudo! diz:

eu tenho dozinha do 6

Ká - tudo! diz:

muita

Ká - tudo! diz:

não dá pra fazer exatas pensando assim...



Escrito por Kamilla - a louca às 16h57
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Porque um dia a gente percebe que não escolhe mais apenas o programa do final de semana. Escolhe uma vida e decora ela com imagens de filmes, livros, coloca umas musiquinhas, pessoas... Mas a decoração tem vida própria e alguns livros insistem em entrar mesmo você se recusando a lê-los, outras pessoas resolvem sair mesmo que você as trate de forma especial, e alguns filmes ocupam o espaço todo até você precisar escolher entre você e ele.

SONETO DE SEPARAÇÃO (Vinícius de Morais)

De repente do riso fez-se o pranto

Silencioso e branco como a bruma

E das bocas unidas fez-se a espuma

E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

 

De repente da calma fez-se o vento

Que dos olhos desfez a última chama

E da paixão fez-se o pressentimento

E do momento imóvel fez o drama.

 

De repente, não mais que de repente

Fez-se de triste o que se fez amante

E de sozinho o que se fez contente.

 

Fez-se do amigo próximo o distante

Fez-se da vida uma aventura errante

De repente, não mais que de repente.



Escrito por Kamilla - a louca às 13h28
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Dos dias que a vida vale o ingresso

As pessoas nos deixam marcas. Marcas que causam dor ou alegria, algumas vezes as duas coisas. A tristeza que alguém pode causar é proporcional a alegria que nos deu.

E é bom, mas dá tanto medo. Medo de acordar e constatar que estava certo quando achou que já não dava certo. E dá medo de desperdiçar algo bom, verdadeiro, por medo.

E de repente: num gesto, numa frase... a gente entende o porque de amar aquelas pessoas. Sim, porque elas, tão cheias de defeitos impublicáveis, são capazes de me amarem com meus defeitos impublicáveis, e também de amarem a outros. E, geralmente, ao constatar o quantos elas são capazes de amar a outro, que nem está por perto, eu tenho certeza que as amo.

E o mundo fica um pouco mais encantado. 

 



Escrito por Kamilla - a louca às 00h15
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Dor

Quando a gente perde um amigo, perde um pouco da gente. Quem é que vai te lembrar no meio de uma conversa qualquer que você riu na cena mais mórbida daquele filme? Quem é que vai lembrar daquelas conversas de madrugada? Ou que você tinha uma queda por aquele cara estranho quando você tiver 80 anos?

Eu já perdi duas grandes amigas pra distância/tempo. Mudei de bairro, de escola e acabou que a gente perdeu o contato. Nunca tinha enterrado (vivo) um amigo. Você chora e não é de saudade, ou porque não vai poder ver mais. Chora porque não vai poder pedir um abraço quando o mundo pesar sobre sua cabeça, algumas piadas interna vão morrer, aquela olhada rápida que um faz pro outro quando pensam a mesma coisa nunca mais. E a pessoa vai tá lá.

 



Escrito por Kamilla - a louca às 13h25
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Divã

No caminho para a casa de uma amiga eu passo pelo zoológico. Ali eu passei por dois traumas logo de uma vez, aos 6 anos de idade, como eu ainda não consigo achar graça de um deles (e acho que não vou achar nunca), vou falar do outro que foi quase superado.

Eu só tinha visto girafa em desenho e achava que era a coisa mais linda desse mundo. Ai, aquele pescoço comprido, aquela pose toda. Na minha cabeça a girafa era uma espécie de Greta Garbo do reino animal.

Quis por que quis ver a girafa, e quando fico de frente ao animal nem consegui reconhecer. Girafa não é branca e laranja, é laranja-lama e lama. O bicho não é tão grande, o pescoço não é tão ereto. Uma farsa.

Toda vez que me deparo com o zoológico me dá raiva da humanidade, mais ainda dos desenhistas. Mas estes nunca devem ter visto uma girafa na vida. Ah, porcos quando são novinhos são bonitinhos... já as girafas.

 



Escrito por Kamilla - a louca às 12h25
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Coisas básica que me deixam feliz

Se você liga pra alguém é VOCÊ que deve se identificar. Lembre-seque a frase “Quem fala?” é de quem atendeu.

 

Quando você recebe um e-mail e ele é dirigido só a você costuma exigir alguma resposta. Se estiver sem tempo, sem saco ou qualquer coisa assim manda um ok, ajuda muito.  

 

Quando você errar feio peça desculpas, ou aproveite pra não olhar mais pra cara. Só não fique com cara de cu.

 

 



Escrito por Kamilla - a louca às 13h59
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Um segundo

 

Muita gente, principalmente mulheres, tem apego a datas. Aniversário de namoro, casamento, de fim de relacionamento, tá tudo guardado na cabeça. Eu confesso que se você me pergunta eu só consigo lembrar do meu aniversário de nascimento e mesmo assim porque é preciso repetir com alguma freqüência.

Não, não estou fazendo arzinho blasé, mas é que eu não quero saber em que dia, mês e ano a gente se beijou, começou a namorar ou sentou para dizer que já não dava mais. Eu queria saber em qual instante eu comecei a sentir carinho por um amigo, quando foi que falar oi para aquele cara passou a ser tão importante. Eu não quero saber qual dia a gente se beijou, mas eu queria saber em que segundo eu comecei a querer que isso acontecesse.

Mas eu tenho mais vontade é de saber em que instante as coisas começaram a ruir. O que aconteceu para que o frio na barriga desaparecesse? E aquele amigo, em que palavra ou gesto a amizade começou a desbotar? Como pode  a gente ficar feliz só por estar ao lado de alguém e mais tarde esse alguém virar quase um estranho?

Sei que tem um lado meio sádico nisso tudo, mas quem disse que o conhecimento não é sádico? E além do mais eu tenho saudades de todos os frios na barriga, das conversas que tive com as pessoas que chamei de amigo.



Escrito por Kamilla às 15h52
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Eu gostava dele antes dele nascer, e quis cuidar quando nasceu. Ele era gordinho, branquinho e hoje é bem maior que eu, magro e queimado de sol. E mesmo ele sendo menino, caçula e tudo, ainda sim é a pessoa mais querida do universo. Que mamãe não me ouça, mas é verdade.

Eu o invejo, admiro, amo e tenho raiva. Tudo junto, como só pode ser uma relação de irmãos. Mas também existe algo que não se explica pela convivência forçada pelos laços familiares, é um encontro lindo demais.   

Nos últimos dias ele deu mais uma prova de que não somos irmãos, somos uma versão reduzida da máfia siciliana. E eu queria muito transformar em palavras o que eu sinto por esse moleque mas é coisa demais, forte demais pra  que seja reduzido ao mundo das palavras.



Escrito por Kamilla às 16h49
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